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CONVERSA COM BIAL KAI-FU LEE FALA SOBRE OS MEDOS APOCALÍPTICOS SOBRE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

15/01/2020

Enquanto o mundo sonha com robôs autossuficientes, já é futuro na China. A inteligência artificial se tornou um negócio trilionário nos últimos anos e representa grande parte do PIB de lá. Para entender o grande avanço da China, o Conversa com Bial trouxe o desenvolvedor do primeiro sistema de IA e ex-presidente do Google China, Kai-Fu Lee.

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O PhD em Ciência da Computação vem ao Brasil lançar o seu livro "Inteligência Artificial - Como os robôs estão mudando o mundo, a forma como amamos, nos relacionamos, trabalhamos e vivemos".

"Nós somos humanos porque temos amor e compaixão. Nós criamos laços, algo que robôs nunca substituirão."

No programa, Lee destacou os grandes investimentos que empresas chinesas estão aplicando na inteligência artificial desde o início dos seus estudos. No momento em que o governo percebeu a capacidade de crescimento da IA, o objetivo principal da China foi torná-la uma grande iniciativa. Eles esperam alcançar os EUA em cinco a dez anos.

Por ser uma pauta prioritária, e pelo grande volume de dados que o país produz, a China já ultrapassa os EUA na evolução tecnológica. "Para um país desse tamanho, com essa população e com essa indústria, é normal ser número um no PIB", enfatiza.

Esse foi um dos principais motivos para o crescimento 'repentino' da potência. Ao fazer a comparação com o Brasil e Estados Unidos, Lee destacou uma diferença cultural que atinge o sistema trabalhista chinês.

"É uma ética diferente, motivada pela avidez por terem sido criados como filhos únicos."

Para o pesquisador, o vício em trabalho – mal que também o acomete – não tem nada de positivo. Depois de ser diagnosticado com linfoma no estágio quatro e se curar, Kai-Fu ressignificou sua relação com o trabalho. "Isso me fez perceber que das principais coisas que eu queria fazer nos últimos 100 dias da minha vida, nenhuma delas era trabalhar."

Ele conta que o vício em trabalho dos chineses é tão grande que, ao chegarem ao Vale do Silício, empresários se decepcionam ao terem que fazer turismo, já que os executivos americanos muitas vezes não querem trabalhar nos finais de semana.

Para os empresários chineses, tempo é mais que dinheiro.

Ele relatou que sempre pensou que trabalho era o único propósito. Trabalhava em feriados, quase não viu o nascimento de sua filha e não tinha uma relação próxima com a família. Depois da doença, percebeu que precisava valorizar esses momentos e não ter mais a carreira como prioridade. Hoje, também se dedica a causas sociais.

"É possível trabalhar duro, mas não o tempo todo, afirma Kai-Fu Lee, que diz ter sido um workaholic."

Maiores informações acesse:

https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/kai-fu-lee-desenvolvedor-do-primeiro-sistema-de-ia-explica-crescimento-da-china-para-os-empresarios-chineses-tempo-e-mais-que-dinheiro.ghtml

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