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A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL PARA EMPRESAS E GOVERNO

22/05/2020

Way Beyond #Chat!

Mais do que aderir à tecnologia e fazer uso de ferramentas digitais, a transformação digital exige grandes modificações estruturais por parte das empresas, que permeiam, sobretudo, a mudança de mindset. Ou seja, é fundamental desenvolver uma nova mentalidade que possa integrar a tecnologia digital com a cultura da companhia, junto a todos os seus processos e operações, a fim de realizar entregas de valor.

Isso porque, com a mudança radical vivenciada pelo mercado, promovida pela adoção de novas tecnologias, as empresas precisam se reinventar e oferecer melhores experiências digitais para que possam prosperar. Nesse contexto, a tecnologia não é o resultado final, mas parte essencial do caminho, pois surge como importante aliada para a estratégia de negócio, possibilitando que companhias possam automatizar grande parte de seus procedimentos e com isso possam oferecer mais agilidade em seu atendimento, além de personalizar processos para fornecer aos usuários resultados mais eficientes e que atendam suas expectativas.

Dessa forma, para que a promoção da transformação digital tenha êxito, as empresas precisam se atentar a alguns pilares fundamentais, como o foco no consumidor para orientar todo o trabalho que será desenvolvido; a obtenção de feedbacks, que possibilitará às companhias fazer ajustes em seus processos e corrigir possíveis erros de condução; realizar entregas mais ágeis e se adaptar às mudanças para desenvolver a capacidade de flexibilizar suas operações, assim como manter a busca constante pela inovação de seus processos.

Sociedade, principais tecnologias e a transformação digital em 2020

O crescimento exponencial de tecnologias e a aquisição de softwares cada vez mais inteligentes têm causado impactos para a sociedade de forma geral. A comunicação instantânea, livre acesso a informações, o alto poder de alcance das redes sociais, entre outros fatores, aumentou a demanda por parte dos usuários e, consequentemente, obrigou empresas a se adaptarem às novidades do mundo digital.

Embora consumidores já estivessem protegidos muito antes da internet, como é o caso do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), a tecnologia permitiu que cidadãos comuns se aproximassem mais de marcas e empresas. Um exemplo disso é a facilidade de interagir via mídias sociais ou até mesmo relatar dificuldades em canais como o Reclame Aqui. Estes mecanismos possibilitam às empresas ouvir diretamente seus consumidores e agir para solucionar seus problemas e estreitar seu relacionamento.

O uso massivo de smartphones também revolucionou a maneira como pessoas interagem com empresas, além do desenvolvimento de tecnologias que facilitaram o cotidiano de usuários, como é o caso da transformação realizada pela Uber, que atua com foco no cliente e, ao mesmo tempo, movimentou o mercado, fazendo com que companhias de táxi e empresas de locações de carros, por exemplo, tivessem de rever seus modelos de negócio.

Mais do que a relação direta entre empresas e consumidores, as tecnologias também permitiram a evolução de processos internos, aprimorando cada etapa dos processos desenvolvidos. Exemplos disto são a computação em nuvem, com disponibilização de banco de dados, softwares e outros serviços de computação, o uso das redes sociais como ferramenta de negócio, que trouxe às empresas a chance de segmentar suas campanhas para alcançar seu público-alvo, e ferramentas de Big Data, utilizadas para coletar, armazenar e analisar dados que ajudarão no planejamento estratégico e para qualificar a tomada de decisão.

Nesse sentido, a tecnologia, sobretudo quanto a softwares de armazenamento e de monitoramento, vem contribuindo, inclusive, para o trabalho do profissional de relações institucionais e governamentais (RIG), uma vez que ferramentas de gestão de dados e mecanismos avançados de busca permitem mais segurança e precisão das informações, além de facilitar a busca por resultados específicos, como ocorre, por exemplo, com dados de projetos de lei que precisam ser avaliados e o monitoramento legislativo de forma geral.

Todas estas ferramentas, junto à possibilidade de se aproximar de clientes e potenciais clientes, têm mudado drasticamente o cenário digital mundial e a expectativa é de que o crescimento seja cada vez maior. Na América Latina, a área de Tecnologia da Informação (TI) deverá crescer 4,8% neste ano, segundo estimativa da IDC. Serviços de nuvem, big data, mobilidade e empreendimento social concentrarão 58% dos investimentos. Já recursos como inteligência artificial devem apresentar crescimento de 44,2% neste ano. Somente no Brasil, a expectativa é que o investimento em TI e em telecomunicações seja de US$ 48 e US$ 41 bilhões, respectivamente, e mais de 48% de todo o gasto será destinado à transformação digital em 2024.

Transformação digital no governo

Além de impactar diretamente as empresas, a transformação digital também chegou ao governo. Segundo a consultoria Gartner, até 2022 mais da metade dos serviços de dados e Analytics serão executados por máquinas em vez de seres humanos e, até 2023, mais de 80% das implementações digitais do governo, que não se baseiam em uma plataforma de tecnologia, não conseguirão atingir seus objetivos.

De acordo com relatório publicado pela consultoria, a transformação digital envolve tecnologia, pessoas e processos, formando um tríplice entre governo integrado (processos) e digital (tecnologia) e a formação de lideranças digitais (pessoas). Entre as principais barreiras para escalar a transformação digital no governo é a cultura (47%), seguida por recursos (27%) e talento (10%), conforme apontado pela Gartner.

No Brasil, Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, afirmou durante evento promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Bruxelas – onde foram reunidos líderes em governo digital de 33 países –, que a política de transformação digital ganhou prioridade na agenda do governo.

De acordo com o Ministério da Economia, as iniciativas de transformação digital no governo brasileiro serão orientadas por quatro grandes objetivos até o fim deste ano: lançar a identidade digital, publicar mil novos serviços digitais, unificar canais do governo e agilizar o registro de empresas que atuam no país. De janeiro a setembro de 2019, o governo federal digitalizou 320 serviços, quase três vezes mais do que em todo o ano de 2018, o que gerou uma economia anual de quase R$ 1 bilhão, sendo aproximadamente R$ 200 milhões para o governo e R$ 740 milhões para a sociedade.

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